
Reduzindo as emissões de carbono na fabricação de semicondutores (sem danificar os equipamentos)
Quando se lida com as etapas de enxágue na fabricação de semicondutores, é preciso encontrar um equilíbrio delicado. É necessário remover a umidade da placa solar rapidamente, mas não se pode permitir que haja nem uma única partícula de contaminação.
Por muito tempo, as pessoas optaram pelo aquecimento convencional – ou seja, utilizavam ar quente para secar a superfície da placa solar. Mas encontramos uma maneira melhor: lâmpadas infravermelhas à prova d’água.
Os desafios dos ambientes úmidos
As linhas de enxágue são extremamente prejudiciais para os equipamentos. Devido à umidade constante e aos vapores químicos, uma lâmpada comum não resistiria por muito tempo. Para evitar que esses equipamentos se danifiquem, usamos invólucros de quartzo especializados e selos herméticos. Isso evita que a umidade chegue aos eletrodos. Além disso, utilizamos lâmpadas com alta densidade de potência. Por quê? Porque assim é possível secar a superfície da placa solar de forma rápida. Quanto menos tempo a placa solar passar nessa área de transição, melhor será o resultado final.
Lidando com aspectos relacionados à “à prova d’água”
Quando falamos em “à prova d’água”, não estamos nos referindo a um impermeável comum. Estamos falando de juntas resistentes a altas temperaturas e tampas seladas que impedem que vapor e água entrem no equipamento.
Mas há um problema: o quartzo se expande quando aquecido. Se os suportes de fixação estiverem muito apertados, o tubo pode se quebrar durante os ciclos de aquecimento. É um erro frustrante, e nos certificamos de que isso não aconteça, ajustando corretamente as taxas de expansão.
Economizando energia (e mantendo a estabilidade dos equipamentos)
Passar de fornos com ar forçado para aquecimento por infravermelho é uma grande vantagem para o planeta. Em vez de desperdiçar energia aquecendo cada centímetro cúbico do ar dentro da câmara, o aquecimento por infravermelho direciona a energia diretamente ao substrato. É eficiente. Isso reduz a quantidade dekilowatt-hora necessária para processar cada placa solar, tornando mais fácil atender às exigências de fábricas “verdes”.
Atenção: essas lâmpadas geram muito calor. Se o sistema de resfriamento e ventilação não funcionar bem, os sensores ao redor podem superaquecer. Para manter tudo estável, sugerimos o uso de um circuito de controle PID preciso. Ele regula a potência, permitindo que a temperatura desejada seja alcançada sem excedê-la, evitando problemas.